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domingo, agosto 24, 2008

Você Sabia? a Novela Mexicana "Carrossel" já fez a audiência do Jornal Nacional desabar

Eles estão na faixa dos 6 aos 8 anos de idade e têm nomes como Cirilo, Maria Joaquina e David. Alguns são loiros, mas a maioria tem a pele morena e os olhos de índio. Usam uniformes sóbrios e têm dificuldades na escola, com os amigos ou em casa. Sua professora, Helena, usa vestidos abaixo do joelho, decote fechado até o pescoço e lembra-se de passagens da Bíblia para transmitir ensinamentos à garotada. Essas são as estrelas de Carrossel, a novela mexicana que o SBT exibe diariamente às 8 da noite. Carrossel mostra tudo aquilo que se costuma considerar pobre, atrasado e brega na televisão brasileira: o cenário é rústico, os diálogos são declamados e os personagens, esquemáticos. Não se vêem mulheres de sensualidade deslumbrante, carros último tipo, cenas de violência, nudez, erotismo ou palavrões. Para piorar as coisas, a dublagem é péssima. Quinze dias depois de sua estréia, Carrossel produziu a mais espetacular reviravolta da televisão brasileira dos últimos anos, uma virada mais profunda que a de Pantanal.

A turma mexicana vai ao ar às 8 da noite, quando a Rede Globo exibe o Jornal Nacional, programa de maior audiência do país e espinha dorsal de sua milionária programação no horário nobre. Antes de Carrossel estrear, há três semanas, o SBT tinha 6% da audiência no horário, contra 54% para o Jornal Nacional. Agora, a platéia do SBT atingiu a faixa dos 21 pontos, enquanto a do concorrente caiu para 41. Mais tarde, na Globo, Cid Moreira se despede dos espectadores e o noticiário do dia dá lugar ao romance entre Malu Mader e Antônio Fagundes na novela O Dono do Mundo. Escrita por Gilberto Braga, considerado o mais competente novelista brasileiro da atualidade, O Dono do Mundo é um luxo só. A produção tem pretensões cinematográficas, os diálogos são em ritmo acelerado e o elenco é de primeira. Não faltam banquetes de milionários, casais adúlteros, frufru de lençóis, moças de vida incerta, diálogos picantes, tipos engraçados e galãs para diversas faixas etárias. Conversas em tom psicanalítico sobre os traumas dos personagens também são freqüentes, assim como críticas sutis à realidade social do país. Tudo inútil.

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