sábado, junho 27, 2009

Marjorie Estiano, carreira de sucesso em novelas das 9


Marjorie Estiano se considera uma pessoa de sorte. Também pudera. Com apenas cinco anos de televisão, a curitibana, de 27 anos, é dona de uma trajetória surpreendente, de causar inveja a muito ator experiente. Após estrear como a vilã Natasha, na fase em que "Malhação" registrou sua maior audiência - 42 pontos de média -, a atriz engatou uma novela das oito atrás da outra.

Primeiro viveu a sensível Marina, de "Páginas da Vida", e, em seguida, já encarnou sua primeira protagonista em horário nobre: a conflituosa mocinha Maria Paula, de "Duas Caras". Hoje, Marjorie vive outro papel de destaque como a desengonçada Tônia de "Caminho das Índias". "Tive sorte de entrar em novelas com personagens que desenvolveram assuntos interessantes e que me deram margem para mostrar meu trabalho", minimiza a humilde atriz.

Assuntos interessantes não faltam mesmo na carreira televisiva de Marjorie. Depois de levantar a questão do alcoolismo em "Páginas da Vida", onde dava vida à filha do alcoólatra Bira (Eduardo Lago), ela está tendo a chance de trazer à tona o debate sobre a esquizofrenia. Na trama de Glória Perez, Tônia namora o esquizofrênico Tarso (Bruno Gagliasso). "Desconhecia a doença absolutamente. Aliás, minha visão era leiga, como acho que é a da grande massa", entrega.

Por ignorar completamente o distúrbio mental, Marjorie conta que participou de diversas reuniões com psiquiatras, esquizofrênicos e seus familiares. Além disso, procurou ler livros e entrevistas e assistir a documentários sobre o assunto. Para a atriz, antes de estudar a respeito da doença, o esquizofrênico era um indivíduo agressivo, capaz de qualquer coisa. "E como tudo o que não se conhece, que é esquisito, a gente repele. Por isso, acho brilhante o trabalho da Glória de mostrar e reinserir o doente na sociedade", elogia ela, que ainda não teve uma resposta do público sobre seu desempenho como "a namorada do doente mental". "Tenho tido pouca exposição. Como tenho gravado muito, minha rotina tem sido ir de casa para o Projac e do Projac para casa", exagera, referindo-se ao complexo de estúdios da Globo, localizado na Zona Oeste do Rio.

Independentemente de estar tendo ou não um "feedback" dos telespectadores, Marjorie admite que o mais difícil é lidar com ela mesma, ou seja, com sua autocrítica. Isso porque, muitas vezes, ela diz se cobrar além da conta. "Outro dia saí arrasada de uma cena porque não consegui atingir o que tinha imaginado para ela. Mas, cada vez mais, até mesmo pela experiência que estou ganhando, estou sofrendo um pouco menos", garante.

Além de se cobrar muito como atriz, Marjorie também se cobra demais como cantora. Até porque, mesmo estando afastada dos shows por conta das gravações da novela, ela ainda continua extremamente ligada à sua banda. "Faço um plano geral, de onde quero chegar e o que quero fazer e vou trabalhando no dia a dia", ensina ela, que tem no currículo dois CDs e um DVD. Ela acrescenta que procura administrar as duas carreiras da melhor forma possível e, como toda atriz que canta e toda cantora que atua, garante não ter preferência por uma ou outra profissão.
"Trabalho com as duas carreiras e uma independe da outra", assegura.

Mesmo ciente de que possui um significativo currículo como atriz e cantora, Marjorie sabe que ainda tem muito a aprender nas duas profissões. E garante ainda esperar muito do futuro. "Estou muito feliz com o que já consegui, mas tenho outras ambições. Tenho vontade de voltar a fazer teatro e, quem sabe, cinema", revela a atriz, que está sendo cotada para viver a personagem Sueli no longa "Malu de Bicicleta", que é uma adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. O filme será dirigido por Flávio Tambellini.

UOL
Joel Neto Web Developer

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